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Bulletin of GAVI's PneumoADIP at Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health Volume 5, nº 8, Agosto de 2008 Mensagem do diretor,Prezados colegas e amigosNeste mês, estamos publicando uma edição especial da PneumoFOCUS, dedicada à América Latina, na qual falaremos sobre o sucesso da Semana de Imunização da OPAS e apresentaremos seis artigos de pesquisa produzidos recentemente na região. Em conjunto, esses dados falam da ligação entre pneumonia e asma, doença pneumocócica invasiva e HIV, além de examinarem a distribuição dos sorotipos de pneumococos, efeitos da doença e fatores de risco para pneumonia. Na seção Perfis, apresentamos entrevistas e ensaios de diversas perspectivas. A enfermeira Dochyta Falcón, que trabalha na Nicarágua rural, dará uma visão da "linha de frente", o dr. Ciro de Quadros, vice-presidente executivo do Sabin Vaccine Institute falará do ponto de vista de liderança regional e, para concluir, contaremos as histórias de duas famílias que sofreram diretamente os efeitos da doença pneumocócica. Essas pessoas extraordinárias estão trabalhando para evitar que outras famílias sofram perdas trágicas como as que elas sofreram. A iniciativa dessas pessoas serve como alerta e inspiração para todos nós que trabalhamos nessa área. |
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PESQUISA:1. Epidemiologia e evolução da meningite bacteriana em crianças mexicanas: 1993-2003Análise retrospectiva de prontuários médicos hospitalares de crianças mexicanas com idades entre um mês e 18 anos diagnosticadas com meningite bacteriana aguda (MBA) entre 1993 e 2003 em um hospital de referência de grande porte na Cidade do México, com o objetivo de caracterizar a epidemiologia, as características clínicas e a evolução da infecção. Os dados sugeriram que a introdução da vacina anti-Hib em populações pediátricas no México diminuiu significativamente a incidência de meningite por Hib na região. No entanto, o S. pneumoniae persiste como patógeno nessa população. Embora o estudo tenha sido relativamente pequeno, foi baseado em prontuários de um hospital de referência de grande porte na Cidade do México, que trata pacientes de várias regiões do país. Por isso, os autores postularam que esses achados podem ser considerados indicativos do perfil dos eventos na comunidade como um todo e assinalaram a necessidade de implementar ou expandir a cobertura de programas de vacinação já existentes contra S. pneumoniae em crianças, a fim de prevenir a meningite bacteriana aguda e promover a imunidade coletiva em outros grupos etários. 2. DPI em crianças e adolescentes brasileiros soropositivos para o HIVEm indivíduos infectados pelo HIV, o risco de pneumonia é dez a cem vezes maior que em indivíduos que não têm HIV. No Brasil, a infecção pelo HIV é um dos principais fatores de risco para doença pneumocócica invasiva (DPI), mas ainda há poucos estudos em pacientes infectados pelo HIV. Foram identificados dezenove casos de DPI em pacientes soropositivos para o HIV com idades entre um mês e 20 anos hospitalizados entre 1993 e 2000 em dados do Instituto de Infectologia Emilio Ribas (IIER). Oitenta e quatro porcento dos pacientes soropositivos para o HIV com DPI foram diagnosticados clinicamente com pneumonia; desses, 16% tiveram meningite, 68% eram crianças com menos de 2 anos de idade e 84% tinham menos de 5 anos de idade. A letalidade foi de 10%. Cinqüenta e quatro porcento dos casos em crianças com menos de 2 anos de idade foram causados por sorotipos cobertos pela vacina PCV7. Esses achados ilustram a urgente necessidade de vacinação antipneumocócica para proteger essas crianças de alto risco e de compreender melhor os mecanismos subjacentes da pneumonia em populações infectadas pelo HIV, com o objetivo de controlar eficazmente a pneumonia. 3. Pneumonia pneumocócica e potencial de prevenção com formulações de vacinas em crianças uruguaiasO S. pneumoniae é atualmente a principal etiologia bacteriana de pneumonia em crianças uruguaias. Um estudo recente dos efeitos da doença pneumocócica naquele país permite avaliar os possíveis efeitos sobre a saúde e a eficácia após uma possível vacinação PCV. Um estudo retrospectivo realizado pelo Ministério da Saúde, o Hospital Nacional Infantil de Referência e a Escola de Medicina em Montevidéu, no Uruguai, analisou 410 amostras colhidas entre 2000 e 2004 de pacientes com pneumonia pneumocócica e idade entre 0 e 14 anos para avaliar as causas de doença pneumocócica e os sorotipos associados. O estudo constatou que os sorotipos mais freqüentes foram o 14, 1, 5, 3, 9V, 6B e 7F (em ordem decrescente) e 48% dos isolados de S. pneumoniae invasiva foram obtidos de crianças com menos de 24 meses, o principal grupo-alvo das vacinas pneumocócicas conjugadas. Nesse grupo a vacinação com PCV7 cobriria 60% dos casos e a vacinação com PCV10 cobriria 83,8%. Os resultados do estudo oferecem evidências locais que apóiam a recente decisão do Ministério da Saúde do Uruguai de introduzir a vacinação com PCV no programa nacional de imunização uruguaio. 4. Fatores de risco para pneumonia detectável à radiografia de crianças chilenas de populações socioeconomicamente desfavorecidasUm grupo de 188 crianças nascidas em uma área de baixa renda de Santiago do Chile foi acompanhada longitudinalmente todos os meses para avaliar a evolução da saúde dessa população. Os autores dedicaram especial atenção ao estudo da relação entre aleitamento materno ou chiado no início da vida e pneumonia no primeiro ano de vida. Os achados do estudo revelaram que as crianças que sofreram um ou mais episódios de chiado nos primeiros três meses de vida tinham sete vezes mais risco de desenvolver pneumonia no primeiro ano de vida, sobretudo nos primeiros seis meses, ao passo que o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros quatro meses de vida protegia contra a pneumonia. Esses achados sugerem que as políticas de saúde pública que estimulam a alimentação exclusiva com aleitamento materno e o tratamento eficaz do chiado provavelmente ajudam a reduzir a incidência de pneumonia em crianças. 5. Efeitos da estação do ano no momento do nascimento sobre a incidência de pneumonia e asma em crianças e adultos brasileirosForam analisados os efeitos das condições meteorológicas sazonais no momento do nascimento e da temperatura ambiente durante os primeiros seis meses de vida sobre hospitalizações por asma e pneumonia em crianças pré-escolares e sobre o diagnóstico de asma na idade adulta. O estudo teve como base indivíduos de um grupo de 5.914 pacientes nascidos em 1982 na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Brasil, que foram acompanhados longitudinalmente até a idade adulta, definida como idade entre 23 e 24 anos. Observou-se que o risco de hospitalização por pneumonia e asma foi significativamente maior em crianças nascidas entre abril e junho (outono) que em crianças nascidas entre janeiro e março (verão). O risco de hospitalização durante os primeiros seis anos de vida também foi maior em crianças que nasceram na época mais fria do ano. Os efeitos da sazonalidade diminuíram com a idade, e a associação com asma na idade adulta foi fraca. Esses dados ilustram os determinantes ambientais da pneumonia em crianças brasileiras e fatores que poderão contribuir para melhorar as estratégias terapêuticas e preventivas nessa população. 6. Vigilância de rotina para pneumonia e meningite bacteriana nas AméricasA Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que vem dando apoio à vigilância epidemiológica da pneumonia e meningite bacteriana em crianças com mais de 5 anos de idade em toda a América Latina, publicou recentemente um relatório de vigilância sentinela de pneumonia bacteriana em hospitais de seis países latino-americanos: Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Panamá e Paraguai. Os hospitais sentinelas notificaram um total de 49.143 hospitalizações de crianças com menos de 5 anos de idade. Em 15,6% (7.672) delas havia suspeita de pneumonia. Dessas hospitalizações, 54,3% (4.165) foram classificadas como prováveis pneumonias bacterianas. A letalidade descrita foi de 3,2% (figura 1). Apenas 6,4% (267) das infecções por pneumonia bacteriana foram confirmadas por isolamento. O Streptococcus pneumoniae correspondeu a 20,6% (55) dos isolados. IMUNIZAÇÃO:7. Semana de Vacinação das Américas 2008 próxima de atingir metas recordesA Semana de Vacinação das Américas 2008 (SVA) foi realizada entre 16 e 24 de abril. Seu objetivo foi vacinar 62 milhões de pessoas em 44 países contra várias doenças, tais como sarampo, rubéola, pólio, tétano, difteria, febre amarela, rotavírus, hepatite B e coqueluche. Desde que foi lançada há seis anos, a SVA ajudou a imunizar mais de 200 milhões de crianças e adultos e a trazer mais informações sobre a importância de prevenir doenças a milhões de pessoas. Inspirados por essa iniciativa, os países europeus promoveram a Semana de Vacinação da Europa, e a OPAS espera criar uma “Semana Mundial de Vacinação.” PERFIS:8. Entrevista com o dr. Ciro de Quadros, do Sabin Vaccine InstituteO dr. Ciro de Quadros é vice-presidente executivo do Sabin Vaccine Institute. Antes de assumir esse cargo em 2003, o dr. Ciro foi diretor da Divisão de vacinas e imunização da Organização Panamericana de Saúde, trabalhou como epidemiologista-chefe da Organização Mundial de Saúde no programa de erradicação da varíola na Etiópia, participou dos primeiros esforços para desenvolver estratégias de rastreamento e contenção da varíola e dirigiu campanhas bem-sucedidas de erradicação da pólio e do sarampo no hemisfério ocidental. O dr. Ciro é professor adjunto associado da Johns Hopkins School of Hygiene and Public Health e professor adjunto do Departamento de Medicina Tropical da The George Washington University School of Medicine and Health Sciences. Formou-se em medicina e concluiu seus estudos de saúde pública no Brasil.
9. Entrevista com a enfermeira Dochyta Falcón, de Nueva Segovia, NicaráguaDochyta Falcón é enfermeira do hospital dr. Alfonso Moncada Guillen em Ocotal, uma cidade localizada no alto da região montanhosa no norte da Nicarágua. Além de trabalhar no hospital, Dochyta organiza oficinas educacionais sobre saúde da comunidade e prevenção em comunidades rurais por todo o país e visita pessoalmente dezenas de famílias na sua comunidade todos os anos. Muitas vezes, Dochyta é a primeira pessoa a ver uma criança que chega ao hospital com pneumonia. 10. A pequena Illyria (Cidade do México, México)As irmãs gêmeas Illyria e Romina Velasco Carranza, dois bebês saudáveis e brincalhões, entraram juntas para a creche, quanto tinham nove meses e meio de idade. Como costuma ocorrer em creches, algumas crianças eram portadoras saudáveis de pneumococos. Illyria e Romina adoeceram depois de pouco tempo de creche. 11. A história de Juancito (Nueva Segovia, Nicarágua)José Ramón, Carmen Emilia e seus filhos vivem em um lote agrícola em um vilarejo distante e minúsculo na Nicarágua. Por mais de dois anos, Juancito, um dos quatro filhos, sofreu várias crises de pneumonia. Era comum ele ter febre, acessos de tosse e cansaço. Como o posto de saúde mais próximo ficava a mais de 24 quilômetros de estrada de terra e a família só podia chegar lá a pé, Jose Ramón e Carmen Emilia muitas vezes tratavam Juancito com remédios tradicionais; davam chá de camomila e esfregavam óleo no peito dela para aliviar os sintomas. Eventos agendadosA 48ª ICAAC anual/46º Encontro anual da IDSA serão realizados em Washington, DC entre 25 e 28 de outubro. A American Society for Microbiology apresentará a 48ª Interscience Conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy anual, que será realizada em conjunto com o 46º encontro anual da Infectious Disease Society of America. Inscrições on-line e no local. Para mais informações, acesse http://www.icaacidsa2008.org/
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For information on the GAVI expressions of interest, or to find out more about pneumococcal disease and its prevention, please visit our website, www.preventpneumo.org PneumoFOCUS and PneumoALERT are compiled and edited by PneumoADIP Communications. We welcome your submissions, questions and comments. Please contact Julie Buss at jbuss@jhsph.edu |
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